A educação infantil representa um passo muito importante na vida de todas as crianças, está para além do cuidar, envolve uma série de relações de aprendizagem e socialização, pois trata-se do primeiro contato com o ambiente escolar e onde ocorre o desenvolvimento emocional e a estruturação do saber. Por este motivo, torna-se fundamental que essa fase seja construtiva, o que só poderá ocorrer com a participação ativa do professor, desenvolvendo aulas dinâmica e divertidas, que acrescente não só conhecimento, mas interesse pelo que está sendo exposto.

É importante criar uma atmosfera amigável, em que os alunos se sintam à vontade para se expressar, brincar, aprender e, o mais importante, interagir uns com os outros. Os jogos e brincadeiras, por exemplo, têm um papel muito importante na formação psico-social das crianças (como abordamos em detalhes no artigo sobre o brincar e o faz de conta na educação infantil), sendo o caminho ideal para nós professores mediarmos a aprendizagem de diferentes conteúdos, desenvolver as relações socioafetivas e incentivar o aprendizado de maneira divertida e participativa.

Porém, levando em consideração o quão difícil é manter a atenção dos pequenos, é importante conhecer bem sua turma antes de levar algo novo.

Sendo assim venho través deste artigo trazer algumas dicas coringas que farão bastante diferença na hora de aplicar jogos e brincadeiras em sua sala de aula.

Explique bem as regras e deixe claro o objetivo do jogo ou brincadeira

Este é o primeiro passo a ser dado se você realmente quer que a brincadeira ou jogo faça a diferença e consiga atingir a todas as crianças.

Ao explicar as regras (caso haja) e expor o objetivo, o professor estará indicando às crianças que poderão sim brincar, mas que precisam também ter atenção e que aquela brincadeira tem uma finalidade, um objetivo, ele precisam saber disso.

A forma de se expressar

É importante que o professor demonstre para a criança que o jogo ou brincadeira é algo empolgante e divertido, use o tom de voz capaz se expressar isso para elas, capriche nas expressões faciais, faz toda a diferença.

Jogos e brincadeiras coletivas

Se tem algo que aprendi em todos esses anos de educação infantil é que as crianças não gostam de brincadeiras ou jogos que precisem esperar muito até chegar sua vez, isso faz com que fiquem dispersas e acabem não prestando atenção no que está sendo trabalhado, faça de um jeito que todos participem ao mesmo tempo e que se tiver de esperar que não seja durante muito tempo.

Participe da brincadeira

Além de mediador o professor também precisa demonstrar que o que está sendo dado é algo divertido e que é tão legal que até você quer brincar também, então participe, mas é claro sempre lembrando que você precisar mediar as informações.

Materiais

É importante a utilização de materiais divertidos e resistentes, lembre-se que são crianças, por exemplo, se o livro didático traz como atividade extra um jogo com dados o melhor mesmo é fazê-lo coletivamente, confeccione dados grandes e jogue de forma coletiva.

Exemplos de jogo:

Conteúdo: Dezenas e unidades

Material: dados feitos com caixa de papelão e material dourado

A pós toda a explicação do conteúdo fizemos a brincadeira que estava sugerida no material didático, porém com algumas modificações.

Cada criança ganhou uma cartela dividida em dezenas e unidades;

Ao invés de trabalhar individualmente e com dados de papel, a sala foi organizada em ciclo e utilizei os dados grandes para chamais a atenção das crianças. Expliquei que cada dado teria uma função, um representaria as dezenas e outro unidades, os dados eram jogados pela professora e as crianças distribuíam o material dourado na cartela, observando a quantidade de dezena e unidade;

Por fim faziam o registro do numeral no caderno de acordo com cada partida.

Essa foi uma atividade muito boa que todos participaram e um ajudou ao outro.

Exemplo de brincadeira:

Conteúdo: ordem alfabética

Material: fotos das crianças; fichas com os nomes das crianças, papel 40kg e cola.

Escondi os nomes das crianças em diferentes lugares no pátio, para fazermos um caça tesouro, o primeiro objetivo foi achar as fichas com os nomes, para em seguida fazer a leitura do nome e entregar ao seu respectivo dono.

Quando todos já estavam com seus nomes, relembramos o que era uma ordem alfabética, como na sala já tinha o alfabeto exposto não foi difícil para eles entenderem o conteúdo, cada criança foi identificando sua vez de colar o nome na lista, só foi necessário uma explicação a mais para aquelas crianças que tinham a mesma letra inicial, para finalizar cada uma pegou suas fotos para colar ao lado de seus nomes, a lista ficou exposta durante todo o ano letivo.

Esses só são alguns exemplos dos tantos que podemos utilizar em nossa sala de aula, é necessário estudar bem sua turma e identificar suas preferências, mantenha-se atualizado busque novidades, faça adaptações o importante é proporcionar aos seus alunos aulas divertidas que não só tragam prazer como também permitam a ampliação do conhecimento e o desenvolvimento emocional de cada um deles.

Aprofunde a prática lúdica e o planejamento pedagógico

Para estruturar momentos de jogos e brincadeiras com intencionalidade e alinhamento curricular:


Perguntas Frequentes (FAQ)

Como diferenciar um jogo livre de um jogo com intencionalidade pedagógica?

O jogo pedagógico possui um objetivo de aprendizagem estruturado pelo professor, com regras claras que trabalham habilidades específicas sem perder o prazer lúdico.


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Pedagoga Karol Alves
Sobre a Autora

Pedagoga Karol Alves

Pedagoga, professora especialista em Educação Infantil e coordenadora pedagógica. Compartilha práticas reais de sala de aula, reflexões pedagógicas e orientações alinhadas à BNCC para apoiar outros educadores.

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