Hoje vou abordar como você pode melhorar a alfabetização numérica.

Nem sempre é fácil conseguirmos atrair a atenção dos nossos alunos, crianças possuem muita energia, por natureza preferem correr, conversar, é normal elas se interessarem por outras coisas enquanto estamos explicando algo.

Mas como professores precisamos atrair sua atenção, pois elas precisam apreender as informações que estão sendo expostas naquele momento.

Não é tão difícil quando começamos a entender que aulas expositivas e sem nenhum atrativo não conseguem prender a atenção das crianças. Da mesma forma que no processo de alfabetização e letramento na educação infantil, o ensino da matemática na infância exige imaginação, afeto e narrativas lúdicas envolventes.

Se tem algo que criança adora é a contação de histórias na educação infantil, principalmente quando dramatizadas com expressividade. E quando combinamos essas histórias com jogos e brincadeiras lúdicas na sala de aula, a assimilação dos números torna-se um momento mágico.

Minha técnica para alfabetização numérica!

Essa é uma das técnicas que venho utilizando em minha sala de aula que vem dando muito certo, tanto na fixação do conteúdo quanto no engajamento dos alunos. Para turmas que precisam de apoio concreto, também podemos utilizar blocos lógicos e ábacos da nossa lista de materiais favoritos na Amazon.

Irei trazer algumas das relações e histórias que mais deram certo com meus alunos:

Com relação à aprendizagem dos números:

É importante contextualizar de forma lúdica a relação dos números. As crianças primeiramente precisam entender que só existem dez algarismos (0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9). São esses dez algarismos que elas vão fixar para formar todos os outros numerais da nossa língua.

Primeiro eu conto que aqueles dez algarismos estavam tristes porque estavam muito sozinhos, cada um morava em uma rua e nunca se encontravam…

Até que um dia o 0 resolveu passear e fazer novas amizades. Ele se encontrou com o 1 e dessa amizade surgiu o 10; depois ficou muito amigo do 2 e surgiu o 20; caminhou mais um pouco e encontrou o 3, formando o 30; fez parceria com o 4, nascendo o 40; e assim por diante até o 90.

Depois de o 0 ter feito amizade com tantos algarismos, cada família passou a ter a sua própria “casa” e regras:

  • Na casa do 10: quem lidera é o 1 (10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19).
  • Na casa do 20: todos começam com “vinte” (20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28, 29).
  • Na casa do 30: o telefone toca triiim (30, 31, 32, 33…).
  • Na casa do 40: o pato faz quá-quá (40, 41, 42…).
  • Na casa do 50: o cinco tem um barrigão (50, 51, 52…).

Assim, todos os números nunca mais se sentiram sozinhos, aprendendo a cooperar na construção das sequências!


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Perguntas Frequentes (FAQ)

Quando deve começar a alfabetização numérica?

Desde cedo, através do contato lúdico com quantidades na rotina: contagem de brinquedos, degraus, pratos na mesa e comparação de tamanhos.


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Pedagoga Karol Alves
Sobre a Autora

Pedagoga Karol Alves

Pedagoga, professora especialista em Educação Infantil e coordenadora pedagógica. Compartilha práticas reais de sala de aula, reflexões pedagógicas e orientações alinhadas à BNCC para apoiar outros educadores.

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